Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação Rádio Eldorado | 21 de maio de 2026
Lançado em abril, “EQUILIBRIVM”, o oitavo álbum de estúdio de Anitta, quase não saiu do papel como a cantora idealizou. De acordo com relatos de colaboradores envolvidos nos visuais do disco, a gravadora Republic Records se recusou a financiar o projeto, forçando a artista a bancar toda a produção com recursos próprios. A negativa veio porque os executivos internacionais esperavam que Anitta mantivesse a linha do reggaeton latino, seguindo o sucesso de “Envolver” e “Funk Generation”. Em vez disso, a cantora apresentou um trabalho profundamente ligado ao Brasil, às religiões de matriz afro-brasileira e a sonoridades experimentais e espirituais, considerado comercialmente arriscado pelo selo.
Outro ponto de tensão foi a divisão do disco em atos. Anitta queria lançar primeiro um “Ato I” totalmente em português, voltado ao público brasileiro, enquanto a gravadora preferia um lançamento mais alinhado ao mercado latino internacional. Sem o apoio financeiro, a cantora assumiu os custos por meio da Floresta Records, sua própria estrutura. Em coletiva de lançamento, ela revelou que “EQUILIBRIVM” foi o álbum em que mais investiu dinheiro em toda a carreira, mesmo tendo reduzido o ritmo de trabalho nos últimos anos para equilibrar gastos.
A relação de Anitta com gravadoras já registrava atritos anteriores. Antes de assinar com a Republic em 2023, a artista teve embates públicos com a Warner Music sobre investimentos e divulgação, criticando a exigência de que músicas viralizassem nas redes antes de receberem verba para clipes. A contratação pela Republic veio logo após o fenômeno de “Envolver”, que alcançou o topo do Spotify Global e entrou para a lista das 100 melhores canções de reggaeton da Rolling Stone, reforçando a aposta do mercado em seu potencial latino — direção que ela decidiu não seguir em “EQUILIBRIVM”.